2019 foi um ano curioso pra Zelda.
Por um lado, tivemos um remake que muita gente estava praticamente implorando pra acontecer.
Por outro lado, tivemos um jogo que literalmente NINGUÉM pediu pra acontecer.
Ambos os jogos foram bem recebidos pela crítica, e todo mundo está feliz com esse ano que passou.
Mas, as coisas não estariam assim tão açucaradas e fofas se eu não estivesse aqui escrevendo esse artigo, certo? Mais ou menos.
Apesar de os dois jogos terem sido bem recebidos pela crítica, é notável que um deles acabou causando uma certa comoção não só dentre fãs de Zelda, mas, de jogadores em geral, talvez por se tratar de um jogo custo, sendo vendido a um preço alto, e cujo método de aproximação era simplesmente próximo demais daquilo que ele estava tentando replicar.
Tá, ficou óbvio que eu tô falando do Link's Awakening, mas, tem um motivo pra isso.
Cadence of Hyrule é um jogo bem curioso, certamente não feito pra todo mundo, e que tem uma estrutura que preza partidas repetidas ao invés de uma só partida mais desenvolvida (como é o caso tradicional de Zelda).
Eu gostei bastante de CoH, mesmo tendo enjoado do jogo relativamente rápido. Na verdade, eu nem teria mais tocado nele se não fosse a atualização que trouxe um modo mais próximo do estilo de Crypt of the NecroDancer, e a habilidade de jogar com o vilão em uma versão alternativa da história.
Então, se é assim, porque eu pareço estar mais negativo em relação ao Link's Awakening, um jogo que tem uma estrutura mais tradicional, que já era esperado de ser um grande sucesso tanto de crítica quanto de vendas (e acabou sendo as duas coisas), e que foi feito para ser um título perfeitamente adequado dentro de Zelda?
Eu não sei se posso responder pelas outras pessoas que vi em redes sociais soltando comentários menos positivos quanto ao jogo, mas, eu sei porque EU tenho menos apreço por Link's Awakening do que por Cadence of Hyrule.
Isso vai parecer louco, mas, lá vai.
O maior problema do remake de Link's Awakening é que ele é um remake, nada mais.