Então, em 2017, eu escrevi um artigo simplesmente chamado de “Cinco coisas que quero no próximo Zelda”, onde eu analisei elementos que poderiam ser consideradas para quando um grande e novo Zelda 3D fosse anunciado. Apesar de isso ainda não ter acontecido (neste exato momento, temos um remake e uma colaboração vindo, mas, não um sucessor), e parece que não vai acontecer por um tempo, estou me sentindo bem… especulativo, e, é difícil não pensar no que o futuro pode trazer. Então, considere esse artigo como um sucessor daquele outro, ou algo assim…
A principal diferença, agora, é que, ao invés de falar só de mecânicas de jogo, estarei falando sobre elementos do fundo do jogo também: coisas como mundo, possíveis tramas, e tal.
Ah, e, certo, antes que eu esqueça, estarei tocando em alguns PEQUENOS spoilers de Breath of the Wild pra melhor ilustrar meus argumentos...
O jogo já tem uns dois anos, então, essa é uma das últimas vezes em que eu estarei dando esse aviso, OK? OK.
1 - Vamos sair de Hyrule
Hyrule é um lugar interessante. Interessante, e absurdo. Digo absurdo porque, apesar de se tratar do mesmo reino em todos os jogos que aparece, ele consegue mudar de forma em basicamente todo jogo em que aparece. A única exceção a isso foi em A Link Between Worlds, já que o mundo, no geral, é basicamente a mesma coisa de A Link to the Past com novos detalhes.
Mesmo assim, há um quê de familiaridade e falta de riscos quando estamos falando de Hyrule, especialmente porque, apesar de mudar de forma, o reino principal da série Zelda geralmente trata dos mesmos temas toda vez: florestas, um vulcão, um grande lago, um deserto (vez ou outra)...
Claro, um jogo como Breath of the Wild foi capaz de misturar tudo isso e muito mais em um único espaço, mas, ainda assim, a questão se mantém, até porque muito do jogo parece mais interessado em fazer uma celebração do que outra coisa.
Agora, quando paramos para analisar o que a série Zelda é capaz de fazer quando está FORA de Hyrule, as coisas ficam um tantinho mais interessantes. Mesmo que Hyrule seja essa coisa toda, mundos como Termina, e os países de Holodrum e Labrynna conseguem ser tão marcantes quanto, mesmo tendo sido exclusivos de apenas um jogo cada.
O que quero dizer é que, assumindo que o próximo Zelda 3D seja em mundo aberto, seria ideal, e muito proveitoso, colocar como pano de fundo não Hyrule, e sim outro lugar, seja ele novo, ou um país já visitado em jogos anteriores. Dessa maneira, não só há espaço para novas ideias e temas, como uma nova mitologia também!